Mito ou verdade: usar um fluido diferente do indicado no manual não causa problemas?

Mito.

O fluido refrigerante indicado no manual faz parte do projeto do equipamento. Utilizar um produto diferente, sem aprovação do fabricante ou avaliação técnica, pode alterar o desempenho, a segurança e a vida útil do sistema.

Fluidos com aplicações ou pressões semelhantes não são necessariamente equivalentes. Cada equipamento é dimensionado para trabalhar com características específicas.

Por que o fluido indicado deve ser respeitado?

O fabricante considera diversos fatores ao definir o refrigerante do sistema, como:

  • pressão de trabalho;
  • capacidade de refrigeração;
  • temperatura de descarga;
  • tipo de compressor;
  • óleo lubrificante;
  • válvulas e controles;
  • quantidade de carga;
  • classificação de segurança.

Quando outro fluido é utilizado sem o devido estudo, o equipamento pode operar fora das condições para as quais foi desenvolvido.

O que pode acontecer ao utilizar um fluido diferente?

Dependendo da diferença entre os produtos, a substituição incorreta pode provocar:

  • perda de capacidade frigorífica;
  • aumento do consumo de energia;
  • pressões inadequadas;
  • superaquecimento do compressor;
  • problemas de lubrificação;
  • desgaste de vedações e componentes;
  • falhas prematuras;
  • perda da garantia do equipamento.

Em sistemas maiores, uma escolha incorreta também pode comprometer várias unidades, processos ou ambientes ao mesmo tempo.

Fluidos com números parecidos são equivalentes?

Não. A nomenclatura semelhante não significa que os produtos possam ser trocados livremente.

R407A e R407C, por exemplo, são blends diferentes. R32 e R410A podem ser encontrados em sistemas de ar-condicionado, mas possuem composição, pressão, carga e classificação de segurança distintas.

A decisão nunca deve ser baseada apenas no nome, na cor do cilindro ou em uma comparação simples de pressão.

E quando o fluido original precisa ser substituído?

Existem situações em que um sistema pode passar por uma conversão, mas ela deve utilizar uma alternativa tecnicamente definida para aquela aplicação.

Essa mudança pode ocorrer por meio de:

Retrofit: processo que pode exigir troca de óleo, componentes, ajustes e novas regulagens.

Drop-in: solução desenvolvida para simplificar a conversão e manter a maior parte da estrutura existente.

O RLX 453A, por exemplo, é uma alternativa drop-in ao R22 em diferentes aplicações compatíveis. Ele apresenta pressão e capacidade frigorífica próximas às do fluido original e pode dispensar a troca do compressor e do óleo em sistemas adequados.

Mesmo nesse caso, o R22 deve ser recolhido, e o equipamento precisa ser avaliado antes da nova carga. Drop-in não significa misturar dois fluidos dentro do sistema.

A escolha correta protege o equipamento

Antes de realizar qualquer carga, confira:

  • placa de identificação;
  • manual do equipamento;
  • fluido recomendado;
  • quantidade de carga;
  • tipo de óleo;
  • ficha técnica;
  • orientações de segurança.

Quando houver necessidade de substituição, a alternativa deve ser definida por um profissional qualificado e compatível com o projeto do sistema.

A RLX é homologada pelas principais indústrias do País e oferece fluidos refrigerantes para climatização, refrigeração comercial, aplicações industriais, transporte refrigerado e modernização de sistemas.

Entre as soluções estão o RLX 32, o RLX 410A, o RLX 404A, o RLX 507 e o RLX 453A, cada um desenvolvido para aplicações e equipamentos específicos.

Verdade é utilizar o produto correto para cada sistema. Consulte sempre o manual e conte com a qualidade dos fluidos refrigerantes RLX.

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